BDRs

BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são certificados de ativos estrangeiros, representativos de outros valores mobiliários, geralmente ações de empresas, mas que também podem ser atrelados a ETFs e títulos de renda fixa internacionais, emitidos e negociados no Brasil, pelas chamadas instituições depositárias.

Por meio deles, brasileiros podem investir indiretamente em uma empresa estrangeira operando na bolsa brasileira e em reais, sem ter que abrir conta em uma instituição de outro país.

Por estes títulos estarem lastreados, por exemplo, em ações, as cotações dos BDRs de empresas estrangeiras também refletem as variações de preço sofridas pelos papéis dessas companhias nas bolsas de seus países de origem. Além disso, estão sujeitas à variação do câmbio.

Atualmente, há 671 BDRs listados na bolsa brasileira: Apple (AAPL34), Microsoft (MSFT34) e Amazon (AMZO34) são alguns exemplos. Confira a lista completa de BDRs não patrocinadas disponíveis para negociação.


Classificação

Os BDRs dividem-se em dois níveis: os patrocinados e os não patrocinados. A classificação leva em consideração como os BDRs são trazidos para negociação no Brasil.


BDRs Não Patrocinados

Os BDRs Não Patrocinados são aqueles em que a instituição depositária não tem envolvimento com a empresa emissora dos valores mobiliários que servem como lastro dos BDRs. É da instituição depositária, portanto, a responsabilidade de divulgar ao mercado brasileiro informações corporativas e financeiras sobre as empresas emissoras dos ativos representativos do lastro.

O investidor pessoa física pode investir em BDRs Não Patrocinados de empresas estrangeiras desde que essas empresas estejam sujeitas à supervisão da entidade reguladora em seu país sede e que o maior volume de negociação das ações seja realizado em um mercado reconhecido pela B3.


BDRs Patrocinados

Os BDRs Patrocinados são aqueles em que a própria empresa emissora dos valores mobiliários lastro contrata uma única instituição depositária para assim emitir os BDRs em território brasileiro. Neste caso, a empresa emissora dos valores mobiliários também é chamada de patrocinadora.

Os BDRs Patrocinados dividem-se tem três subcategorias: níveis I, II e III.

No nível I, a empresa patrocinadora dos BDRs, bem como o próprio BDR, são dispensados do registro na CVM. A emissão e a negociação destes ativos por investidores pessoa física está sujeita às mesmas regras dos BDRs Não Patrocinados.

Os BDRs Patrocinados nível II e III podem ser negociados por qualquer investidor e caracterizam-se por exigir registro da companhia emissora na CVM na categoria A, o que a obriga a seguir as mesmas regras de transparência e governança das empresas brasileiras desta categoria. A diferença entre eles é que o BDR Patrocinado nível III é registrado na hipótese de distribuição pública simultânea no exterior e no Brasil.


Como saber se esse investimento é adequado para mim?

O investimento em BDRs não é recomendado para investidores com perfil conservador.

Assim como o investimento em ações, o investimento em BDRs é recomendado para quem tem parte de seus investimentos com foco no longo prazo, ou seja, para investidores que já contam com uma reserva de patrimônio, da qual não vão precisar em breve.

O público-alvo desse tipo de investimento é formado por quem está disposto a correr mais riscos em troca da possibilidade de uma rentabilidade maior, ou seja, investidores de perfis moderado, arrojado e agressivo.

Antes de investir, é importante que você preencha o questionário de perfil de investidor disponível no site da Itaú Corretora. Use o menu Perfil e a opção "Conheça seu perfil de investidor" para preencher e conhecer seu perfil.

Como investir

O procedimento para investir em BDRs é exatamente igual ao da compra de uma ação. Basta acessar o menu Compre > Ações e digitar o código de negociação da BDR que deseja comprar.

Principais fatores de risco

Semelhante ao risco presente em investimento em ações, os BDRs também são ativos de renda variável, voláteis e com rentabilidade não fixada. Diversos eventos econômicos ou relacionados especificamente ao setor ou à empresa em que você investiu podem interferir nesse preço. Por isso, é importante que o futuro investidor esteja ciente do risco e estude as empresas e os ativos em que eventualmente investirá. Uma maneira de minimizar esse risco é diversificar a carteira de investimentos, ou seja, não apostar todas as suas fichas em um único investimento ou empresa.

Um dos riscos associados ao investimento em BDRs é a possibilidade de iliquidez: o mercado secundário para os BDRs pode não contar com níveis de liquidez elevados, sendo que, em momentos de menor volume de negócios, o investidor pode encontrar dificuldade em encontrar compradores e/ou grandes diferenças entre o preço que o comprador quer pagar e o que o vendedor está disposto a vender.

Com a flexibilização promovida pela CVM em 2020, que permitiu que mais investidores pessoas físicas invistam em BDRs, espera-se que estes ativos ganhem cada vez mais liquidez.

Outro ponto importante que você deve considerar antes de investir é que o preço de negociação de um BDR também está sujeito à variação da taxa de câmbio. Suponha que o dólar está cotado em R$ 4 e que você compre um BDR lastreado a uma ação que custa 10 dólares por R$ 40. Se a cotação do dólar cair para R$ 3, mesmo que a ação siga valendo 10 dólares em seu mercado de origem, o BDR aqui no Brasil pode sofrer a oscilação causada pela taxa de câmbio e ser negociado próximo de R$ 30.

Grau de risco:


Tributação 1

Os investimentos em BDR poderão estar sujeitos à tributação em dois momentos distintos: na venda do ativo ou no recebimento de rendimentos oriundos do BDR.

Na venda do ativo no mercado à vista de Bolsa2, a base de cálculo do imposto de renda será o ganho líquido auferido, o qual é constituído pela diferença positiva entre o valor de venda do ativo e o seu custo de aquisição, calculado pela média ponderada dos custos unitários. A operação estará sujeita ao IRRF “dedo duro” à alíquota de 0,005%, que será retido pela corretora que receber a ordem do investidor. Adicionalmente, o ganho líquido auferido pelo investidor sujeita-se ao imposto de renda à alíquota de 15%, o qual deve ser recolhido por meio de DARF pelo próprio contribuinte. Um ponto importante ao qual o investidor deve se atentar ao negociar BDRs é que este ativo não tem a isenção de imposto de renda para vendas que somem até R$ 20.000 no mesmo mês, como ocorre com ações.

No caso de operações de venda realizadas no day trade, o ganho líquido auferido está sujeito ao imposto de renda à alíquota de 20%. Além disso, o resultado positivo apurado no encerramento das operações de day-trade , sujeitam-se à incidência do imposto sobre a renda retido na fonte pela corretora, o “dedo duro”, à alíquota de 1%.

O IRRF “dedo duro” poderá ser deduzido do imposto sobre ganhos líquidos devido no mês pelo investidor, bem como eventuais perdas incorridas em operações em Bolsa poderão ser compensadas com o imposto devido . O investidor deve ter especial atenção com a compensação do IRRF e das perdas, dado que as operações day trade devem ser tratadas de maneira segregada das demais operações, nos termos da legislação vigente.

Já os rendimentos recebidos pelo investidor oriundos de BDRs são considerados como "rendimentos recebidos de fonte no exterior". Portanto, o pagamento do imposto de renda devido sobre estes valores segue a tabela progressiva mensal, cuja maior alíquota é de 27,5%, e seu recolhimento deve ser feito, também, por meio de DARF pelo próprio investidor. Devido à aplicação da tabela progressiva mensal, caso o investidor receba rendimentos inferiores a R$ 1.903,98 no mês, não haverá imposto a recolher. Caso o investidor receba valor superior, o DARF é gerado por meio de um programa da Receita Federal chamado Sicalc que pode ser encontrado no próprio site da Receita.

Caso os rendimentos já tenham sido tributados no exterior, o investidor pode ter o direito a compensar o imposto retido. Por isso, recomendamos que no momento da apuração, o investidor consulte a legislação tributária sobre o tema.

Recomendamos que o investidor sempre consulte o site da Receita Federal para verificar quais os valores vigentes para a tabela progressiva no momento do pagamento do imposto devido.


Custos

Os custos que envolvem os investimentos em BDRs são os mesmos aplicáveis aos de investimentos em ações brasileiras: taxa de corretagem, taxa de custódia e os emolumentos.

Na Itaú Corretora você não paga taxa de custódia sobre seus investimentos em BDR.

Para consultar as taxas de corretagem deste tipo de investimento, clique aqui.

Os emolumentos são as taxas cobradas pela bolsa a cada negociação. Para saber mais, clique aqui..



1. As informações sobre tributação são meramente indicativas e representam apenas um panorama geral do tratamento tributário do ativo. Em caso de dúvidas, o cliente deve sempre procurar seus advogados e assessores jurídicos.

2. Não estão incluídos no tratamento exposto: eventuais ganhos apurados em vendas realizadas fora de Bolsa e ganhos de capital apurados na alienação desses valores mobiliários no exterior, na hipótese de cancelamento do BDR.

É muito importante que você conheça e seus investimentos adequem-se ao seu perfil de investidor - basta preencher um rápido questionário e você pode atualizá-lo sempre que necessário.

O mercado de bolsa de valores é considerado de alto risco porque pode sofrer grandes oscilações causadas por alterações políticas e econômicas, entre outras, no Brasil, exterior e emissor.

Este material tem como objetivo único fornecer informações e não constitui nem deve ser interpretado como recomendação quanto à manutenção, compra ou venda de ativos financeiros e valores mobiliários. Não é considerado o perfil específico de um determinado investidor. Preços, taxas e disponibilidade de investimentos estão sujeitos a alteração sem prévio aviso. Este material e a rentabilidade passada não contêm ou representam garantia de rentabilidade futura. A Itaú Corretora exime-se de toda e qualquer responsabilidade por prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material. O conteúdo deste material não pode ser reproduzido ou distribuído a terceiros sem prévio e expresso consentimento da Itaú Corretora.

Consultas, sugestões, reclamações, críticas, elogios e denúncias, fale com a Central de Atendimento: para correntistas 4004-3131* (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 722 3131 (demais localidades) ou para não correntistas 4004-3005* (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 726 3005 (demais localidades), em dias úteis, das 9h às 18h, ou entre em contato com o Fale Conosco no website www.itaucorretora.com.br. Se necessário, utilize o SAC Itaú: 0800 728 0728. Caso não fique satisfeito com a solução apresentada, de posse do protocolo, contate a Ouvidoria Corporativa Itaú: 0800 570 0011 (em dias úteis das 9h às 18h) ou Caixa Postal 67.600, São Paulo-SP, CEP 03162-971. Deficientes auditivos, todos os dias, 24h, 0800 722 1722. *Custo de ligação local