Long & short
Essa é a principal estratégia do tomador do aluguel. Fazer uma operação long & short significa vender uma ação que não possui (short) e, com o recurso da venda, comprar uma ação que você acredita que irá subir (long). Além disso, você precisará alugar a ação vendida a descoberto para entregar ao comprador. É uma operação que mantém uma posição vendida em uma ação e comprada em outra, para obter lucro quando a operação for liquidada, em virtude da distorção de mercado.
O primeiro passo para realizar a operação é escolher um par de ações em que a diferença de preços deva se modificar no futuro em função de algum evento.
Normalmente, os pares mais comuns são montados com ações preferenciais (PN) e ordinárias (ON) da mesma empresa; com ações de um mesmo setor ou entre uma ação e um índice (por exemplo, contra o Ibovespa).
Após a escolha das ações, são efetuadas três transações simultâneas:

1º Aluguel da ação
O primeiro passo é alugar no mercado a ação a ser vendida.
2º Venda a descoberto
Você realiza a venda da ação que alugou no mercado à vista.
3º Compra da ação
Por fim, você compra ações de outra empresa no mercado à vista.
Depois disso, é preciso acompanhar a diferença de preços entre as duas ações. Quando o investidor atingir o objetivo traçado, a operação deve ser desfeita, ou seja, a ação comprada deve ser vendida e a ação que foi alugada deve ser comprada no mercado à vista a fim de devolvê-la ao doador.
O investidor consegue lucro com esta estratégia em três situações:
1) Quando a ação que você comprou (ponta long) sobe e a ação que você vendeu a descoberto (ponta short) cai. Nesse caso, você vai vender a ação comprada a um preço mais alto e comprar, a um preço mais baixo, a ação que foi vendida para devolver ao doador.

2) O investidor também ganha se a ação vendida a descoberto cair mais que a ação comprada. Neste caso, pense que você comprou a ação ABCD1 por R$ 10 e manteve em carteira. Vendeu a ação WXYZ2 por R$ 15 e a alugou por R$ 0,30 para entregar ao comprador. Depois de um período a ação ABCD1 caiu para R$ 8, porém WXYZ2 também desvalorizou, só que ainda mais: para R$ 11. Com isso, você perdeu R$ 2 na operação com ABCD1 e gastou outros R$ 0,30 para alugar WXYZ2, mas havia ganhado R$ 15 com a venda desta última e só gastou R$ 11 para recomprá-la e entregar ao doador. Logo, o lucro na operação, sem contar impostos e corretagem, teria sido de R$ 1,70 (R$ 4,00 – R$ 2,00 – R$ 0,30).

3) O investidor ainda ganha mesmo quando a ação vendida (short) não cai, contanto que a comprada (long) suba ainda mais. Pense que você comprou a ação ABCD1 por R$ 10 e manteve em carteira. Vendeu a ação WXYZ2 por R$ 15 e a alugou por R$ 0,30 para entregar ao comprador. Depois de um período a ação ABCD1 subiu para R$ 13, mas WXYZ2 também se valorizou: para R$ 17. Com isso, você ganhou R$ 3 com ABCD1, perdeu R$ 2 com WXYZ2 e gastou R$ 0,30 com o aluguel. Sem contar impostos e corretagem, seu ganho foi de R$ 0,70 (R$ 3,00 – R$ 2,00 – R$ 0,30).

Os pares de long & short podem ser montados observando o comportamento gráfico das ações (quando há uma distorção no comportamento histórico de determinado par) ou também por fundamento, considerando algum evento específico para o papel (como a temporada de divulgação de resultados, por exemplo, quando há expectativa de que determinada empresa apresente números ruins e outra, números bem superiores). Normalmente, os pares com base em fundamento são formados com ações do mesmo setor.
Quando observam alguma oportunidade para uma recomendação de long & short, os grafistas e estrategistas da Itaú Corretora divulgam relatório e postam a sugestão nos blogs. Para acompanhar, fique ligado no site da Itaú Corretora ou fale com nossos assessores.
Como funciona
Imagine uma operação de long & short envolvendo duas ações do setor de siderurgia, que foi montada com base na expectativa de que uma das ações tenha desempenho acima da outra no curto prazo.
A ação ABCD1 teve fraco desempenho recente, mas deve divulgar resultados trimestrais fortes em breve. Já a ação EFGH2 acumula ganhos devido a eventos pontuais, mas esse desempenho não se justifica do ponto de vista dos fundamentos da empresa. Além disso, a posição técnica é favorável, ou seja: do ponto de vista da análise gráfica, o par está distorcido.
A operação, então, é composta por uma posição long (comprada) na ação ABDC1, e outra short (vendida) na ação EFGH2. Isso significa que você vai alugar a ação EFGH2 para efetuar a venda a descoberto e então adquirir a ação ABDC1 no mercado à vista.
A expectativa é de que a ação ABDC1 tenha bom desempenho e suba. A ação EFGH2, ao contrário, deve cair. Dessa forma, quando a operação atingir o objetivo, você vai vender a ação ABCD1 com lucro e recomprar a ação EFGH2 no mercado à vista, a fim de devolvê-la ao doador, a um preço abaixo do que você vendeu a ação.
Vantagens
•O crédito do short (isto é, o recurso da venda a descoberto) será utilizado na compra do outro ativo (ponta long da operação); essa ação comprada pode ser usada como garantia para a bolsa.
•Você opera na distorção das cotações, aproveitando tanto a alta (ação comprada) quanto a baixa (ação vendida).
•É uma operação que pode ser realizada mesmo em momentos de indefinição do mercado, pois independe de seu direcionamento, já que o investidor pode aproveitar tanto a alta quanto a baixa
Margem de garantia
É importante saber que a operação de long x short envolve o depósito de uma margem de garantia por conta do aluguel dos ativos.
Para alugar uma ação, você precisa depositar como garantia o valor total a ser alugado (seja em recurso financeiro, ações, títulos do Tesouro Direto ou CDB) + uma margem extra por conta do risco da operação, estipulada pela B3. Esse valor varia dependendo do ativo, sua liquidez e procura pelo mercado. Clique aqui para conferir as taxas atuais.
Diariamente, essa margem é ajustada e ocorrem as “chamadas de margem”. Dependendo do cenário, você pode precisar depositar ainda mais recursos, pois a garantia depositada anteriormente está valendo menos. Isso acontece, por exemplo, quando a ponta short (vendida) sobe e a ponta long (comprada) cai.
Riscos
• Assim como nas demais operações estruturadas, a bolsa exige o depósito de garantias para a realização da operação.
• Caso a operação inverta a tendência – ou seja, a ponta comprada caia e a ponta vendida suba – você pode precisar depositar ainda mais garantias e ter prejuízo.
• Antes de realizar a operação, é importante saber se o ativo que você deseja vender a descoberto (ou seja, que você precisará alugar) está disponível para aluguel.
Como saber se esse tipo de operação é indicado para mim?
As operações estruturadas envolvem estratégias complexas, voltados para quem tem mais experiência e conhecimento no mercado de ações.
Além disso, são indicadas apenas para investidores de perfil arrojado ou agressivo, com apetite por risco, dispostos a correrem riscos mais altos em busca de retornos mais elevados.
O investidor deve estar ciente dos riscos das operações e da possibilidade de perdas. Em alguns casos, o prejuízo da operação pode ser maior do que o valor aportado. Em outros, caso a operação dê errado, o investidor pode precisar apresentar ainda mais garantias exigidas pela bolsa.
Por envolverem mais riscos, os investidores que quiserem realizar operações estruturadas já devem ter uma reserva de emergência e só fazer esse tipo de operação com recursos dos quais não vão precisar dispor no curto prazo.
Custos da operação
Taxa de corretagem no momento da compra e venda das ações e uma comissão de intermediação de 0,25% ao ano, sendo o mínimo de R$ 10, pela operação de aluguel das ações, além da taxa de BTC (que varia para cada ação).
Para saber mais, inclusive sobre as taxas praticadas atualmente, consulte as informações disponíveis na B3.
Tributação
A tributação é a mesma das operações com ações, com apuração do lucro (diferença positiva entre o valor da venda das ações e o custo de aquisição) nas posições comprada e vendida, à alíquota de 15% (operações normais) ou 20% (operações de day trade).
Há isenção para vendas até o limite de R$ 20 mil no mês e os eventuais prejuízos podem ser compensados com ganhos líquidos futuros obtidos no mercado à vista ou nos mercados de opções, futuros e termo. Os prejuízos apurados nas operações de day trade só podem ser compensados com os ganhos líquidos apurados em day trade.
Como investir
O primeiro passo é assinar os contratos necessários para realizar esse tipo de operação. É por meio deles que você fica conhecendo seus deveres e obrigações para realizar operações estruturadas, já que esse tipo de estratégia pode requerer algumas garantias.
Caso você tenha se cadastrado na Itaú Corretora ou feito sua atualização cadastral após outubro/2014, você já assinou as versões atualizadas dos contratos, que contemplam as operações estruturadas.
Ao contrário, se você ainda não atualizou seu cadastro, basta acessar o menu Perfil e realizar sua atualização cadastral. Ao final do processo, você deve assinar eletronicamente os contratos e informar sua senha do cartão (ou assinatura eletrônica).
O volume mínimo para a realização da operação é de R$ 50 mil.
Para realizar esta operação, basta entrar em contato com nosso atendimento.
Central de Atendimento:
4004-4828* (capitais e regiões metropolitanas)
0800 970 4828 (demais localidades)
Em dias úteis, das 9h às 18h.
*Custo de ligação local.
Consultas, sugestões, reclamações, críticas, elogios e denúncias, fale com a Central de Atendimento: 4004-4828* (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 970 4828 (demais localidades) em dias úteis, das 9h às 18h. Se necessário, utilize o SAC Itaú: 0800 728 0728. Caso não fique satisfeito com a solução apresentada, de posse do protocolo, contate a Ouvidoria Corporativa Itaú: 0800 570 0011 (em dias úteis das 9h às 18h) ou Caixa Postal 67.600, São Paulo-SP, CEP 03162-971. Deficientes auditivos, todos os dias, 24h, 0800 722 1722. *Custo de ligação local.
ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE REGULAÇÃO E MELHORES PRÁTICAS PARA ATIVIDADE DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO NO VAREJO.
